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No cerco de Lisboa (1147), o cavaleiro Martim Moniz viu entreabrir-se uma porta do castelo mouro.

No cerco de Lisboa (1147), o cavaleiro Martim Moniz viu entreabrir-se uma porta do castelo mouro. Lançou-se e travou-a com o próprio corpo, morrendo esmagado para que não se fechasse — o tempo de os companheiros de Afonso Henriques entrarem e tomarem o castelo. Uma praça de Lisboa e uma estação de metro têm o seu nome: a cidade nunca mais fechou aquela porta.
Au siège de Lisbonne (1147), le chevalier Martim Moniz vit une porte du château maure s'entrouvrir. Il s'y jeta et la bloqua de son propre corps, mourant écrasé pour qu'elle ne se referme pas — le temps que les compagnons d'Afonso Henriques s'engouffrent et prennent le château. Une place de Lisbonne et une station de métro portent son nom : la ville n'a jamais refermé cette porte-là.
📚 tradition — Lenda de Martim Moniz (cerco de Lisboa, 1147)